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Marketing de performance: métricas que importam e métricas de vaidade

Marketing de performance -RC Media
Marketing de performance: – RC Media

Olha, vamos ser sinceros: no mundo do marketing digital, hoje em dia, toda a gente quer aparecer. É likes para aqui, partilhas para ali, e aquele sentimento bom de ver os números a subir nas redes sociais. Mas, se tu és empreendedor ou geres um negócio aqui no nosso mercado, sabes que “sentimento bom” não paga as contas no fim do mês, nem enche a prateleira da loja.

Muitas vezes, as pessoas confundem movimento com progresso. E é aqui que entra o Marketing de Performance. Se vamos falar de crescer a sério, temos de separar o trigo do joio, ou melhor, as métricas que realmente põem dinheiro no bolso daquelas que só servem para massajar o ego.

O que é essa tal de Performance?

Se formos diretos ao assunto, o marketing de performance é aquele em que tu só bates palmas quando o resultado aparece. Não é sobre “acho que as pessoas gostaram do post”, é sobre “investi 50 mil Kwanzas e voltaram 150 mil”. É marketing com base em factos, em números reais.

Mas o problema é que o digital é uma máquina de gerar números. Tu abres o teu painel do Facebook ou do Instagram e vês mil e uma estatísticas. É aí que muita gente se perde e começa a seguir o caminho das métricas de vaidade.

1. O perigo das Métricas de Vaidade (O brilho que engana)

As métricas de vaidade são como aqueles convidados que fazem muito barulho na festa, mas não ajudam a limpar a sala no dia seguinte. Elas ficam bonitas no relatório, mas não te dizem se o teu negócio está de boa saúde.

  • Número de Seguidores: Ter 100 mil seguidores é bom? Depende. Se esses seguidores não compram, não comentam com interesse e não precisam do teu produto, tu tens uma plateia fantasiada, não clientes. Seguidores não são lucro.
  • Likes (Gostos): Um “gosto” é o esforço mais baixo que um utilizador pode fazer. É um clique de meio segundo. Podes ter 5 mil likes numa foto e zero vendas.
  • Visualizações de Vídeo: Se a pessoa viu apenas 3 segundos do teu vídeo de 1 minuto e passou à frente, isso conta como visualização, mas ela nem sequer ouviu a tua proposta de valor.

Por que é que elas são perigosas? Porque nos dão uma falsa sensação de sucesso. Tu pensas: “Epa, o meu post bombou!”, mas a tua conta bancária continua na mesma. É preciso ter cuidado para não gastar o orçamento de marketing a perseguir corações no Instagram.

2. As Métricas que Importam (Onde o dinheiro mora)

Agora, vamos falar de conversa séria. Se queres saber se o teu marketing está a funcionar em Angola, tens de olhar para indicadores que mostram o caminho do dinheiro. Estas são as métricas que o teu sócio ou o teu gerente de banco querem ouvir.

O Custo de Aquisição de Cliente (CAC)

Esta é, talvez, a métrica mais importante de todas. Quanto é que tu gastas, em média, para conseguir um cliente novo? Se gastas 10 mil Kwanzas em anúncios e combustível para visitas, e no fim do dia fechaste com um cliente, o teu CAC é de 10 mil.

  • A regra de ouro: O que o cliente te paga tem de ser significativamente maior do que o que tu gastaste para o encontrar. Se o teu CAC é maior que o teu lucro, tu estás a pagar para trabalhar.

Taxa de Conversão

Não importa se 1.000 pessoas entraram no teu site ou mandaram mensagem no WhatsApp. O que importa é: dessas 1.000, quantas compraram? Se 10 compraram, a tua taxa de conversão é de 1%. Se conseguires subir para 2%, tu duplicas o teu faturamento sem precisar de atrair mais gente. É aqui que o jogo ganha inteligência.

Retorno sobre o Investimento (ROI)

Este é o pai de todos os números. É a conta simples: “Para cada Kwanza que eu coloquei no marketing, quantos voltaram para o meu bolso?”. Se o teu ROI é positivo e escalável, tu encontraste a galinha dos ovos de ouro.

Valor de Vida do Cliente (LTV – Lifetime Value)

Muitos negócios em Luanda focam-se só na primeira venda. Mas o lucro real está na recorrência. Quanto é que aquele cliente deixa no teu negócio ao longo de um ano? É muito mais barato manter um cliente antigo do que ir à rua caçar um novo. Se o teu cliente volta sempre, tu podes dar-te ao luxo de gastar um pouco mais para o conquistar na primeira vez.

3. Como aplicar isto no nosso contexto?

Nós sabemos como as coisas funcionam aqui. A internet às vezes falha, o cliente prefere falar no WhatsApp do que preencher formulários, e a confiança é a base de tudo. Por isso, a performance em Angola tem um toque humano.

Não adianta olhares só para o gráfico do Google. Tens de olhar para o teu funil de vendas:

  1. Atrair: Quantos viram o anúncio? (Métrica de atenção)
  2. Interessar: Quantos clicaram ou perguntaram o preço? (Métrica de engajamento real)
  3. Converter: Quantos realmente pagaram e receberam o produto? (Performance pura)

Se tu vês que muita gente pergunta “quanto custa?” mas ninguém compra, o teu problema não é o marketing, talvez seja o preço, o atendimento ou a qualidade do produto. A métrica de performance ajuda-te a diagnosticar onde é que o cano está a verter água.

O equilíbrio necessário

Não me entendas mal: não estou a dizer que deves ignorar os likes ou os seguidores. Eles são importantes para a autoridade. Um perfil com 10 seguidores parece abandonado e passa desconfiança. As métricas de vaidade servem como uma “montra”. Elas ajudam a criar um ambiente onde a venda acontece.

O erro é focar nelas como se fossem o objetivo final.

  • Métricas de vaidade são o meio (atrair atenção).
  • Métricas de performance são o fim (sustentar o negócio).

Dica prática para hoje:

Da próxima vez que fores analisar os teus resultados, faz uma tabela simples. De um lado, põe o que te faz sentir bem (likes, comentários de “lindo”, novos seguidores). Do outro, põe o que faz o negócio crescer (pedidos de orçamento, vendas concretizadas, custo por mensagem).

Se o lado direito da tabela estiver vazio, está na hora de mudares a tua estratégia de performance. No fim do dia, o marketing que presta é aquele que traz soluções para o cliente e lucro para a casa.

Espero que esta conversa tenha ajudado a clarear um pouco as ideias sobre como gerir melhor o teu investimento. O digital é uma ferramenta poderosa, mas só se souberes para qual bússola deves olhar.

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