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Influenciadores vendem? Depende de como você usa

Como vender com influenciador digital?
Influenciadores vendem? Depende de como você usa – RC Media

Olha, vamos ser sinceros: quem nunca comprou um perfume, um sapato ou até foi a um restaurante novo só porque viu aquele “influencer” que gosta a postar nos stories? Aqui em Angola, a febre dos influenciadores digitais pegou de tal maneira que hoje parece que todo o mundo quer ser criador de conteúdo. Mas a pergunta que não quer calar no meio das empresas e dos empreendedores é: afinal, influenciador vende mesmo?

A resposta curta é: vende. Mas a resposta verdadeira e que te vai poupar muito dinheiro é: depende de como usas.

Não basta só escolher alguém com muitos seguidores e pagar o cachet. Se fosse assim tão fácil, todas as marcas no nosso mercado estariam ricas. Vamos conversar um bocado sobre como é que essa “massa” funciona na nossa realidade e como podes tirar proveito disso sem queimar o teu investimento.

O segredo não está no número, está na “mambo”

A primeira coisa que temos de desmistificar é o número de seguidores. Nós temos o hábito de olhar para alguém com 500 mil seguidores e achar que aquela pessoa é uma máquina de vendas. Calma lá!

Seguidor não é cliente. Existe uma diferença enorme entre ser famoso e ter influência. O famoso é aquele que as pessoas gostam de ver, de saber da vida, de comentar os “bafos”. O influenciador é aquele que, quando diz que um sabão é bom, as pessoas acreditam porque sentem que ele sabe do que está a falar.

Se vendes peças de carro, de que te serve contratar uma moça linda que só fala de maquilhagem, só porque ela tem 1 milhão de seguidores? Os seguidores dela querem saber da base e do batom, não querem saber de amortecedores. Estás a ver onde o erro começa?

A confiança é a nossa kwanza

Em Angola, a gente valoriza muito a proximidade. O nosso mercado funciona na base do “ouvi dizer” ou do “me recomendaram”. O influenciador digital nada mais é do que aquela vizinha ou aquele amigo que sabe tudo de um assunto, mas com um megafone na mão.

Para que a venda aconteça, tem de haver verdade. Quando o público sente que o influenciador só está a ler um guião que a marca mandou, o encanto quebra na hora. Aquilo deixa de ser uma recomendação e passa a ser publicidade chata. E a malta hoje em dia já tem o “olho clínico” para detectar quando alguém está a fingir que gosta de um produto só porque recebeu o kwanza no bolso.

Como usar o influenciador da forma certa?

Se queres que o teu negócio cresça com a ajuda dessas figuras, tens de mudar a estratégia. Aqui vão uns pontos para pensares:

  • Procura os Micro-influenciadores: Às vezes, aquele jovem que tem apenas 5 ou 10 mil seguidores, mas que fala especificamente para um bairro ou para um grupo de entusiastas (como mecânicos, cozinheiras ou estudantes), tem muito mais poder de conversão do que uma grande estrela da TV.
  • Deixa a pessoa ser ela mesma: Não tentes engessar a fala do influenciador. Se ele fala com as gírias dele, se ele tem aquele jeito próprio de Luanda, deixa-o usar isso. É essa naturalidade que liga a marca às pessoas.
  • Não faças “tiro único”: Um story de 15 segundos não vai salvar o teu negócio. Influência constrói-se com o tempo. É melhor ter alguém a usar o teu produto durante três meses de forma natural do que pagar uma fortuna para um post que desaparece em 24 horas.

O influenciador não faz milagres sozinho

Aqui está o ponto onde muitos empresários batem a cabeça: o influenciador leva o cliente até à porta, mas quem faz a venda és tu.

Imagina que contratas o maior influencer de Angola. Ele faz um post espetacular, o pessoal clica no link para o teu WhatsApp ou vai até à tua loja… e chega lá, é mal atendido. Ou então o produto não tem stock. Ou a tua página de Instagram está toda desorganizada e sem preços.

O influenciador é o combustível, mas o teu negócio é o carro. Se o carro estiver com o motor gripado, podes meter a melhor gasolina do mundo que ele não vai andar.

Mas então, vale a pena o investimento?

Vale, desde que saibas o que estás a comprar. Estás a comprar atenção. E no mundo de hoje, a atenção é a coisa mais cara que existe.

Se fores estratégico, se escolheres alguém que partilha os mesmos valores que a tua marca e se deres liberdade para essa pessoa criar um conteúdo que o povo goste de consumir, vais ver os resultados. Não é mágica, é relacionamento.

Nós angolanos somos um povo que gosta de conversar, de rir e de partilhar coisas boas. Se o teu produto entrar nessa conversa de forma leve, a venda é uma consequência natural.

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